Perspectivas e Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Uma Perguntinha... (5)

Alguém me consegue responder a razão pela qual as fiscalizações aos lares de terceira idade são com aviso prévio? As inspeções não deveriam ser de surpresa? Faz lembrar a imposição de muitos lares aos familiares de só estarem autorizados a visitar o seu familiar com dia e hora marcadas. 


Viram a reportagem que a SIC transmitiu sobre os maus-tratos infligidos aos seus utentes num lar na Lourinhã? Há canis com mais salubridade e com mais tratamento humano do que aquela casa com paredes e telhado denominada instituição de acolhimento para idosos. 


A directora técnica daquela espelunca que sujeita homens e mulheres indefesos derivado às suas comorbilidades ganhas com a juventude dos 40 agravadas com a velhice será familiar de Estaline? Mas que calibre de senhora é esta directora técnica de um lar de terceira idade com o nível de desumanidade a equiparar os campos de concentração hitlerianos? Deve ser uma traumatizada em que os pais deviam ter lixo em vez de cérebro e casa de família estar mais imunda que nem os ratos apareciam tal seria o estado de sujidade. Na mente destas criaturas pensam sempre que os outros são os culpados das situações vividas por elas, esta agora vinga-se nestes velhinhos. E a família destes idosos são também uns malvados, não têm conhecimento destas atrocidades a que estão sujeitos? Foram abandonados por todos: família, segurança social e instituições privadas e/ou comparticipadas pelo Estado. 


Por hoje termino assim: Qual será a razão para o lixo vestido com roupa ocuparem cargos em instituições com valências de apoio social para os quais nitidamente não têm aptidões? 


Dizer que é criminosa é pouco. 


Desejo a todos vós uma semana feliz a conviver com estas notícias horripilantes de maus tratos promovidos por pseudo-humanos.

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«(...)o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.» Miguel Torga