Perspectivas e Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

PSD: Post tenebras lux?

 



Pedro Passos Coelho (PPC) é o novo líder do PSD, com 61,06 por cento dos votos, sem surpresas!


 


Ao que parece a campanha eleitoral do PPC teve camiões, claques e call-centers, quem terá sido o mecenas a financiar esta logística toda... não estamos em crise??... Espera-se que sejam rentabilizados os gastos... chegue até às eleições legislativas.  


 


A Moção Estratégica Global de PPC (Portugal Primeiro) tendo como redactor António Nogueira Pinto é um déjà vu... resta saber como serão aquelas ideias/medidas operacionalizadas e/ou defendidas... se não cairão no esquecimento e metidas na gaveta (e o livro sair da circulação)...


 


Será que depois das trevas vem a luz? (post tenebras lux)


 


PPC diz que sim, agora PSD tem liderança e é uma alternativa, já não era sem tempo.. a ver, vamos...


Não esquecer que ganhou só no PSD, tem que convencer os portugueses, portanto, na prática tem que trabalhar o triplo (mais um camião, duas claques).


 


 


Está também na hora de o PS governar e não subestimar o adversário.... sob pena de perder as próximas eleições legislativas (antecipadas ou não) para o PSD, não por mérito do adversário, mas pelo demérito de não ter governado o país efectivamente, e governando-o para a comunicação social, apresentando medidas avulsas e grandiosas com grande aparato visual, que mais não são, a concretização de uma governação de fachada.


 


Vejo a eleição do Pedro Passos Coelho como um grande desafio para o PS de José Sócrates... (têm mais semelhanças com que se julga) 


 


PPC e José Sócrates são antigos camaradas, ambos pertenceram à JSD*... Ironia das ironias... o PSD está bem presente.


 


 


* PPC como líder da JSD e José Sócrates pertenceu cerca de um ano à JSD. 


 


  


*** Este texto Não foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico ***

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«(...)o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.» Miguel Torga