Perspectivas e Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 98

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 98 = Hoje assinala-se o Dia Internacional do Pique-Nique, gosto de escrever à francesa. Sim, sou manienta! Nunca escrevi que sou uma alminha perfeita! Sou do tempo em que, no 2.° Ciclo, a língua francesa era a única escolha possível para se aprender uma língua estrangeira, as hipóteses eram: francês ou francês, não havia possibilidade de fuga!


Assim, por defeito de formação, apesar de detestar a língua francesa, inconscientemente lá sai um francesismo de vez em quando para se juntar à minha língua materna; que já devem ter notado que é a língua de Camões. Nascida e criada em Portugal, coisa rara na geração dos meus pais a viver no Baixo Alentejo. Uns obstinados incorrigíveis, agora que penso bem nisto!  E nunca foram funcionários públicos, temos muitos cartões, mas nenhuns de militantes do PCP. Cá em casa, sempre se deu muita importância à História de Portugal e, principalmente, à Mundial (URSS, por exemplo). Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita, felizmente para mim! 


As outras línguas aprendi-asnas séries e filmes americanos e nos outros ciclos de ensino. 


Reconheço que é démodé – lá está a escorregar no pão brioche —, usar a língua francesa sem parcimónia, ninguém consegue corrigir o que à primeira vista é um defeito,  contudo é uma característica do feitio teimoso. Se ninguém consegue, eu também não quero ser a primeira a conseguir. Não gosto de ser o centro das atenções! 


Isto há coisas difíceis de entender: queria grafar sobre a refeição ao ar livre mais pedida pelas crianças, acabei por discorrer sobre a sua etimologia. 


Como a porta do sábado está a abrir-se, não vos quero maçar mais. Porém, não fecho a porta da sexta-feira sem antes vos escrever isto: o Marcelo está a preparar um pique-nique à maneira para o Costa e seus seguidores


...devia ser perfeito um pique-nique à sombra de uma oliveira tradicional ... não acham?

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«(...)o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.» Miguel Torga