Perspectivas e Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 56

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 56 =


Finalmente com o Orçamento do Estado sobre rodas, algumas medidas emblemáticas  em que a “Catarina BE” e o “Jerónimo PCP” vão reclamar os direitos de autor em devido tempo estão no asfalto, nomeadamente, o aumento salarial de 0,3 por cento para todos os funcionários públicos. Porém, nem todos os funcionários públicos tiveram a sorte de ter o tal aumento previsto. A vida é madrasta: há ministérios que andam à velocidade da lebre, Outro – Ministério da Temido– anda a passo de caracol.


O “Tesoureiro Informático do Ministério da Saúde” tinha sempre o lembrete no seu sistema informático para estar à janela a bater palmas aos seus heróis do SNS e depois não foi capaz de  marcar presença para parametrizar (!?) o sistema informático para evitar que fossem os únicos no universo da Função Pública a não receber o prometido aumento no salário.


Agora não ouço buzinas à janela para manifestar o desagrado pela injustiça que os heróis do SNS estão a sofrer da displicência imposta pelo Ministério da Saúde.


Os “funcionários do excel” do Ministério da Saúde armaram-se em “haróis”, a passo de caracol não fizeram a tal  parametrização do sistema informático para processar os salários com o aumento assegurado no OE 2020.


Mas, que raio é parametrizar?


Já se sabe que há vigentes contratos com os profissionais de saúde no SNS para todos os gostos e feitios, todavia que parâmetros são esses que não conseguiram inserir a tempo do processamento do salário? Foi o parâmetro dinheiro? Foi o parâmetro cativações? Cativações, essas que estão sem cobertura


Há os heróis e depois há os “háróis” que gostam de impor o passo de caracol! Quiçá intencionalmente.

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«(...)o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.» Miguel Torga