Perspectivas e Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 44

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 44 = Em semana do “Adeus”: a bandeira da U.E. irá ser recolhida em definitivo no Reino Unido; o Livre abandonou a Joacine e a Joacine está por sua conta na Assembleia da República; o Bruno Fernandes finalmente conseguiu o SportingExit na sua vida.


Também foi a semana das “continuidades”: a incógnita da origem específica do “CoronaVírus” aparentemente anda a monte e não pára de contagiar e se espalhar pelo mundo; o “LuandaLeaks” permanece na estrada a causar acidentes  (o Banco de Portugal não tem culpa e o Teixeira dos Santos do EuroBic participou no pique-nique como figurante, por isso não provou os bolos); o Rui Pinto informou que coisas quentes e boas vão surgir, porque os portugueses têm direito à verdade. Estou com esperança que apareça alguma sebenta sobre submarinos, se não for possível esta, ao menos sobre as estratégias para se manter (as) “portas” blindadas à condenação judicial.


Entre o “Adeus” e as “Continuidades” nenhuma importância deram às “100 perguntas de Carlos Alexandre a António Costa.”


Percebo esta indiferença. O António Costa conseguiu aquilo que pretendia no caso Tancos: testemunhar mas por escrito.


Testemunhar por escrito não serve para nada.  É uma perda de tempo. E não deveria ser permitido e nem válido. Se testemunhar presencialmente  é passível de harmonizar as declarações de acordo com os nossos interesses, imagino testemunhar por escrito; Estão reunidas todas as condições para as respostas serem elaboradas para contar a história da carochinha. E com recurso ao escritor fantasma. As respostas às cem perguntas compiladas devem originar quantas páginas? Enquanto escrevem por si as respostas para o Juiz Carlos Alexandre ler como se tratasse de uma entrevista sua dada ao Jornal Expresso, o António Costa devia  pensar no título a dar a essa obra-prima.  Será um desperdício para a humanidade portuguesa se não for editado em livro a sua versão fabulada do Caso Tancos.


Ainda lhe proponho uma sugestão: pense no título do livro  – será um conto ou um romance? – numas mini-férias que tanto gosta de fazer para fugir quando os infortúnios, as desgraças, o caos se abatem sobre os portugueses.


Alugue um barco (Marina Amieira/Alqueva) e desfrute.  Não tenha pressa de regressar… 

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«(...)o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.» Miguel Torga