Perspectivas e Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 38

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 38 = A  Elsa chegou, viu e venceu. A deprimida Elsa lançou o caos sem piedade. Onde havia duas pingas de água, agora barragens, rios, ribeiros encheram desalmadamente e foram à cidade às compras de Natal para grande desespero dos comerciantes. Alarmados: Queremos clientes, mas não  destes enviados pela deprimida Elsa.  A culpa? Sabemos que a Elsa distraída abriu as torneiras completamente das nuvens  originando o pânico: choveu em poucas horas o que deveria chover num mês. No entanto, esta desatenção da Elsa não é a única causa para muitas localidades se transformarem na cidade romântica italiana de Veneza. O que pensam vós dos desvios de afluentes para nascer praças e urbanizações?

A Elsa veio acompanhada com a fúria do Vento. Muitas árvores caídas nas estradas e em casas (mais uma vez falha sempre  a prevenção, demasiadas árvores derrubadas sem justificação aparente). Pessoas desalojadas e Rest In Peace quem sucumbiu aos pés da vilã Elsa. As barragens, rios e seus afluentes estarão com mais água, contudo demasiados lençóis de água nas estradas, terras cultivadas que estão prensadas e por isso não retêm a água e logo vai directamente formar pequenos charcos na bermas das estradas; por isso pergunto: onde está a Estradas de Portugal para obrigar os agricultores a fazer valas para reter a água? A Elsa está de malas feitas e deixou um rasto de desespero e estragos  por todo o Portugal. Mais uma vez ficou bem patente que somos mais ou menos reactivos no caos e preguiçosamente pró-activos para a prevenção de situações de calamidade. Quando tudo voltar à normalidade, as árvores secas que não caíram com a Elsa permanecerão até chegar outra depressão com nome de gente que se encarregar-se-à de as tombar e previsivelmente causarão o desassossego de uma família inocente.

 

 

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«(...)o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.» Miguel Torga