P&O na Planície: Bom Fim de Semana 146 = A semana dos dez de Outubro em Portugal foi a mimetização do que a acontece na França. Seguiu para a semana dos vinte.
Depois da praça mediática só se "jogar" Jorge Jesus e CR7, os movimentos adormecidos durante a égide da Geringonça e do Primeiro-Ministro António Costa a solo acordaram do caixão sempre apoiados pelos agentes funerários da esquerda (radical) fofinha que abriram a porta da casa já em ruínas. Os nomes que nos amarraram e continuam a amarrar-nos a este socialismo que premeia os baixos rendimentos (ou não declarados) para lançar o isco do subsídio estatal de forma a comprar os votos são nossos velhos conhecidos: Francisco Louçã, Álvaro Cunhal, Carlos Carvalhas, Otelo Saraiva, Mário Nogueira, Fazenda, Fernando Rosas, Daniel Oliveira, Catarina Martins, Rui Tavares; e sem esquecer os travestidos do Partido Socialista: António Costa, Manuel Alegre, Ferro Rodrigues, Ana Catarina Mendes, Mariana Vieira da Silva, Pedro Nuno Santos, Isabel Moreira, Duarte Cordeiro, Alexandra Leitão; todos sabemos quem são, siga a porta aberta. A França foi mote, para não serem esquecidos de vez foram ao sítio onde se centra algum do grande capital contribuir para os lucros esgotando o stock de tendas de campismo.
Hoje, os combustíveis continuam caros, as rendas caras, o cabaz de compras caríssimo, as telecomunicações das mais caras da Europa, sem referir os preços da electricidade e da botija de gás. As intervenções dentárias, a ida ao oftalmologista nem vale a pena abordar, sempre foram um luxo, para quem sempre trabalhou no sector privado. O que tem adiantado o gasto feito na compra das tendas? Dormir ao relento seria mais ajustado à causa da habitação. Ah surgiu a palermice "aconchada". Ideologia marxista-leninista salpicada por feminismo transformista tem a nova versão de luta de classes (!?) com recurso a dormir em conchinha na tenda ou ao luar!
A causa é muito importante e necessária, porém não se desvirtue o problema transgredindo as regras e as ordens sociais e criando um cerimonial infantil competindo com o ambiente num jardim de infância.
Entretanto, foi definido pelo Governo tectos de renda acessíveis de acordo com as tipologias dos imóveis e adaptados ao contexto económico-social dos 305 municípios, resta perceber se os senhorios aceitam esta tabela do regime simplificado de arrendamento acessível para obterem benesses fiscais. Quem é senhorio quer rentabilizar a casa, quem é inquilino acha que o senhorio tem de incorporar a madre Teresa de Calcutá. O Estado falha na fiscalização, os cidadãos deixam-se levar pelos embalos dos apoios às rendas e à garantia estatal para o financiamento bancário. Anos e anos a construir a casa pelo telhado, ninguém quis saber.
A porta está aberta, deixem-se de tendas de campismo.
No Porto os novos "campistas" foram avessos às leis que regem a democracia. É a democracia que se tem de adaptar à tenda e não a tenda à democracia. Tocou a badalada da meia-noite e meia, a porta da ilegalidade ficou aberta, a polícia entrou sem pedir clemência. Houve motivos, houve tentativa de branquear o que ninguém quer em Portugal: a violência e o vandalismo em evidência no país do Napoleão Bonaparte. Desengane-se quem acredita no pacifismo destes activistas. Haverá pessoas que de facto não pretendem causar nenhum estrago ou praticar algum acto de violência, no entanto, estas pessoas são encostadas para o fundo da manifestação, os discursos inflamados, aqueles a apelar à desobediência, à incitação ao ódio são os que estão à frente pois é com esta forma de actuarem que conseguem ser os protagonistas por umas horas nos canais de notícias. A porta aberta é o meio mais eficaz de ludibriar a opinião pública do sucesso deste tipo de manifestações promovidas por militantes e/ou simpatizantes de forças políticas secundarizadas no Parlamento Português.
A ambição destes activistas muitas vezes não é forçar os políticos a tomarem outras decisões a favor dos interesses gerais é antes encontrar um trampolim para instalar a agenda de opinião minoritária que nos tem conduzido a uma situação de impasse no desenvolvimento social e económico numa sociedade democrática.
Taxativamente: o mais habitação, os melhores cuidados de saúde, o ensino de qualidade, o custo de vida equilibrado não se conseguem com acampamentos de tendas encenados por supostas organizações horizontais – será o novo "naming" onde estão encaixados os meninos e meninas amantes da "Grândola, Vila Morena"? –, basta ler os cartazes, ouvir os manifestantes com o microfone ligado em directo na CM-TV, ou prestar atenção aos meninos com megafone a dirigir-se para os seus sequazes horizontais, nunca esquecer este pormenor. A menina Priscila que quer um revolução, o menino do colar japamala são o espelho dessa horizontalidade, seja lá o que isso for, para já não são mais do que pessoas com a mania de perseguição, valores democráticos ajustados aos seus interesses individuais com intenção de criar uma jornada de bipolarização extremistas de opiniões quando a maioria dos acampados usufruíram de privilégios de um estado social que é bem melhor para quem é acolhido ou quem é oriundo de agregados familiares habituados a artifícios para sugar sem necessidade real da ajuda da segurança social ou apoios camarários. A porta está aberta para ver também esta realidade.
Perante este estilo de acampada melhorada para aconchada, a porta está aberta para o resvalar de um discurso de desrespeito pela integridade das pessoas e patrimonial. Aquele rapaz que queria descobrir a morada do Primeiro-Ministro de Portugal para lançar um tijolo à sua habitação. Este activista o que merecia? Ser identificado e perceber que o país que o acolheu não é um barril de pólvora pronto a arder, há direitos porém também há obrigações e deveres. Se não gosta, bom remédio prescinda do passaporte português e volte para o seu país de nascença. Quando se canta: "ó Montenegro, presta atenção, a tua casa vai virar ocupação" a credibilização da manifestação contra o absurdo das rendas praticadas por uma habitação desaba por completo. As ocupações ilegais teve circunscrita a uma época de má memória e ninguém quer voltar para essa anarquia vivida por muitos portugueses que foram expulsos das suas casas e herdades promovidas por um partido comunista ávido de sangue e crueldades. A propriedade privada é direito num Estado Democrático. Qual a razão de não cantarem: "ó partido comunista presta atenção, as tuas casas vão virar ocupação"? Larguem a cegueira ideológica, a justiça e equidades sociais não tem bandeiras nem não tem partidos.
Por último, vi em directo um acampado de fronha tapada (não é já ilegal andar nestas figuras?) grafitar a estátua de D. Pedro IV com uns rabiscos de mau gosto (pobreza de espírito, e é a geração com mais estudos, fará se não fosse) e ninguém daquela corja das tendas o foi buscar por uma orelha? Ninguém fez nada para evitar o vandalismo que foi transmitido em directo pelo canal da jornalista Tânia Laranjo. É um crime, e quem o comete esta façanha devia ficar impedidos de aceder a apoios públicos disponíveis na acção social (rendas, crédito habitação, subsídios não contributivos). A acampada é pacífica no sentido de não existir violência física, porém há violência verbal, ocupação de espaço público e danificação de património e que tem os seus custos: meios empregados neste acampamento selvagem (equipas de limpeza do município fora de horas, equipas de segurança pública empatadas, a empresa especializada em limpeza de grafites não é de graça), arrumem as tendas e escolham outras formas de se manifestarem por este complexo problema que está vigente há muitos anos.
Ao país do pastel de nata chegaram ventos perfumados de paella e brioche começaram a fazer umas horas de manifestação no Rossio ou na Praça D. João I. A porta esteve sempre aberta na casa em ruína, foi preciso vir perfume de fora para fazer horas (pagas?) de acampada em conchinha.