Amanhã, a função pública segue forte com a recomendação do Primeiro-Ministro Luís Montenegro: ter a mentalidade de Cristiano Ronaldo. Por isso, esta sexta-feira muitos funcionários vão abandonar o seu posto de trabalho para regressar terça-feira, alguns sectores públicos estarão fechados no primeiro dia da semana devido ao feriado. O abandono não será para ir de avião privado – não dão crédito ao consumo para comprar aviões, se dessem...–, mas pelo menos terão um fim de semana prolongado.
A greve é um direito que devia ser respeitado peles sindicatos, sob pena de tornar este direito uma manobra de diversão com cada vez menos credibilidade. Para além do facto constatado: esta forma de paralisação só prejudica o cidadão comum que fica sem consulta, com o exame médico por fazer, escolas às moscas, pais a pedirem "folga" no sector privado.
Os centros comerciais e o comércio de retalho em geral ficam contentes, vão fazer o fecho de caixa com um valente aumento de vendas. E depois, terça-feira ou no sábado (SNS) volta tudo ao normal só que com mais trabalho acumulado e o cidadão com cada vez menos direitos de se defender e humilhado.
A injustiça nunca está no lado de quem aceita fazer greve à sexta-feira. Pelo contrário, são os privilegiados deste sistema obsoleto de demonstrar insatisfação pelas políticas governativas e consequente aumento do custo de vida sem alteração do preço cobrado pelo trabalho, vulgo salário.
Para quem irá fazer greve, parabéns!
Para quem precisar de ir a uma repartição pública, boa sorte!