Momento histórico: o PCP coligado com o Partido Os Verdes perdeu o deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Beja. Elegia sempre um deputado, pelo menos.
Não falhou a campanha feita pelo Paulo Raimundo. Não falharam os argumentos do João Dias para ser reeleito nestas legislativas.
Falhou o facto de os eleitores fieis ao PCP terem preferido votar no PS quando está em jogo a viragem à direita e assim acharem que é mais útil votar no partido que tem distribuído subsídios e empregos para os protegidos dos partidos da geringonça.
O partido Chega tirou o deputado do PCP quando estes preferiram votar no PS. O deputado perdido pelo PS (tinham dois) foi naturalmente para a AD. Como sempre aconteceu. Os votos voláteis desta vez regressaram ao PSD. Já se sabia que os eleitores socialistas moderados (esquerda democrática e europeísta) não iriam votar neste PS liderado por Pedro Nuno Santos.
As eleições legislativas de 2024 ficam para a história com a não eleição do deputado mais do que expectável pelo Partido Comunista no Baixo Alentejo.