Perspectivas e Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Onde vou colar este autocolante?

Estou de acordo que a comunicação social deva divulgar informações de todos os actores que participam nos vários sectores da nossa sociedade, principalmente dos actores que ocupam cargos públicos e/ou políticos. No entanto, é obrigatório respeitar as regras e as leis que regem a nossa democracia e neste caso específico o Correio da Manhã devia ter esperado pelo levantamento do segredo de justiça do processo do antigo primeiro-ministro português. Com a premissa “jornalismo sem segredo” constrói as suas notícias com informações ilícitas, que não podiam ser ainda divulgadas, assim é fácil, preencher as páginas dos jornais para serem colocadas nas bancas no dia seguinte. Como se pode catalogar este género de jornalismo? Jornalismo de investigação nunca poderá e nem deve ser considerado. “Sem imprensa livre não há democracia”: em muitos momentos o Correio da Manhã não quer esperar e implementa um regime à sua medida em Portugal: o anarquismo.



Esta forma de fazer jornalismo por vezes tem os seus dissabores, dado que é do mais evidente que há certas figuras públicas que não são enquadradas no regime inventado pelo correio da manhã. Questiono se algum diretor ou mesmo o dono do jornal estivesse sob investigação o Correio da Manhã adoptaria uma postura anarquica ou democrática?


Se me dão licença, vou pensar onde fica melhor o autocolante que mais parece aqueles autocolantes que a rádio renascença e a rádio comercial ofereciam para se colar nos vidros dos carros, lembram-se?


Onde vou colar o autocolante?


 



 

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«(...)o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.» Miguel Torga