Perspectivas e Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Eudemonia Versus Justiça

Eudemonia. 


Justiça.


A justiça é o meio termo entre dois extremos. Em cada extremo está a injustiça. 


De forma simplista considera-se que tão injusto é aquele que comete uma  injustiça a alguém, como aquele que permite que alguém cometa uma injustiça consigo. Como se percebe no meio está a justiça.  E sem justiça não há eudemonia. Sendo que eudemonia é uma palavra grega que significa felicidade, bem-estar. 


Se com a juventude cometemos muitas injustiças para com aqueles que amamos e para com os que se cruzam momentaneamente no nosso caminho, com a contagem crescente de anos acumulados temos a tendência a ser selectivos em sermos injustos com os outros e a amiúde passamos a ser mais injustos connosco. À conta das recriminações comportamentais e de pensamento sujeitamo-nos a nós próprios à lâmina da injustiça. A causa desta postura é não querermos conscientemente infligir nenhuma espécie de atitude injusta para com outrém, assumimos a injustiça para nós.


Desta feita, atingiremos a eudemonia? Talvez. Se entendermos a felicidade, o bem-estar como um conjunto de bons momentos e sermos justos para com os outros. 


Então atingimos a eudemonia.  


Não seremos todos assim. Logicamente.  Basta olhar para o nosso lado ou ler as notícias nos jornais e percebermos as injustiças impostas pelos indivíduos a outros indivíduos a personificar um hábito rotineiro e corriqueiro. 

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«(...)o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.» Miguel Torga