Perspectivas e Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Conjugar o verbo POUPAR

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Ora então, minhas queridas e meus queridos,  muito boa tarde!


Uma achega rápida.


Os advogados do Ricardo Salgado que não venham doutrinar a opinião pública com o acórdão apresentado pelo do Tribunal da Relação: "é um ataque à dignidade humana, incluindo à dignidade do Dr. Ricardo Salgado (mas não só), como também aos princípios fundamentais do nosso Sistema de Justiça Democrático", porque sabemos da vossa exímia habilidade para desconversar. Ou seja, à época dos crimes cometidos pelo dono do BES estava em plenas faculdades cognitivas, logo o choradinho que fazem não tem razão de existir. Se não foi considerado inimputável aquando dos ilícitos, terá de cumprir a pena que lhe foi decretada e deixar transitar em julgado.


Agora, a forma como será cumprida: numa cela convencional, numa prisão hospital ou no domicílio é que terá de ser rebatida por vocês,  meus queridos,  para não chamar outra coisa, e apresentar ao juiz as provas que dizem ter do boletim clínico do seu constituinte abastado, bem como pedir a submissão à tal perícia neurológica que tanto têm exigido de forma extemporânea. 


Em Março, escrevi: "É a doença da moda dos ricos quando têm o rabinho sentadinho no banco dos réus." Com oitenta e tal anos quem não tem lapsos de memória de quando em vez sem ser obrigatoriamente associado a uma patologia. Escrevi também: "Se estivesse no activo a assinar papéis do BES, as falhas de memória a caminho de uma doença que merece muito respeito para quem teve o azar de a ganhar em forma de presente no avançar da idade, não se equacionava. Seria sempre enaltecido como um homem com uma extraordinária capacidade de lucidez apesar da sua longevidade marcada na data de nascimento." Tenho dito.

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«(...)o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.» Miguel Torga