"Inspirados por sonhos de vitória.
Nós navegamos com audácia e com valor.
Rumamos aos anais da glória
enfrentand’o velho Adamastor.
Nos limites do esforço derradeiro,
demandamos mil portos de aventura
com dureza,
com bravura.
Levand’a Pátria ao mund’inteiro
E quand’a hora da verdade
tiver de chegar
Aguardaremos firmes nas ondas do mar…"
(Hino da Marinha Portuguesa, letra de Moreira Silva e Música de Marcos Portugal)
Hoje, 25 de Junho, comemora-se o dia do marinheiro. Não navegamos no mar, o navio está encalhado no lodo, não temos bicos longos e encurvados para chafurdar no lodo, como os maçaricos fazem. Eles, os pernilongos têm pernas longas para se moverem no lodo, assim são a nossa classe política. Enquanto não naufragarem, outra vez, o cidadão português comum, não largam o leme. Eles de coletes salva-vidas no couro e botes bem colocados, é só saltar e adeus, vemo-nos na outra vida. As gaivotas esfomeadas andam mais nas esplanadas dos cafés do que em mar. Mau sinal para nós: enquanto procuram alimento nos pires ou nas chávenas e caixotes do lixo, o mar está a enfrentar a tempestade com os portugueses a enfrentarem o Adamastor da nova era: o gigante sistema governativo montado por estes políticos reles - governa-se a eles próprio s- e deixar à míngua as gentes da pátria de Luís de Camões.
Cantem comigo:
"(...) E quand’a hora da verdade
tiver de chegar
Aguardaremos firmes nas ondas do mar…"
Duas personagens míticas de desenhos animados que nos acompanharam na infância, vêm fazer-nos uma visita na nossa idade adulta e saltam para o Parlamento Português:
O Capitão Haddock, oops Primeiro-Ministro Montenegro, sempre a reagir mal às situações que lhe acontecem, reage com indirectas mal-humoradas e insolente discurso adjectivado, pois vê a sua vidinha a andar para trás, uma vez que a União Europeia exige, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), uma reforma das prestações não contributivas atribuídas pela Segurança Social, sem a aprovação da junção dos tais 13 apoios sociais, Portugal perderia cerca de 620 milhões de euros.
O Popeye, oops o líder do PS José Luís Carneiro, depois de umas sondagens lhe darem a vitória nas eleições legislativas antecipadas, come os espinafres para defender a sua Olívia Palito, ou seja, preparar bem o seu plano futuro, caso se torne Primeiro-Ministro, e assim não perder os valiosos milhões do PRR que sem eles não poderá fazer inaugurações de corta-fitas e distribuir uma esmolita parecendo todos os dias uma missa dominical quando passa o cesto para deixar uma moedinha para apoiar a causa do padre – para que o vinho bom nunca falte, aturar certas beatas só mesmo de cálice na mão – resolveu abster-se e assim a Prestação Social Única será uma realidade.
O Capitão Haddock e Popeye de braço dado no lodo, só faltou o beijinho, o actual Primeiro-Ministro manteve o trilho naquilo que acha que é boa governança e o quiçá futuro primeiro-ministro preparou o seu caminho para não ter falta de subvenções europeias durante a sua "regência".
Como nos faz lembrar o hino:
"E quand’a hora da verdade
tiver de chegar
Aguardaremos firmes nas ondas do mar…"
Hoje, se havia alguma dúvida de que lado estão, sem ser no lado do próprio umbigo, estes dois "marinheiros" uniram-se para as suas próprias sobrevivências na política.
O Capitão Hadoock e o Popeye ainda nos vão presentear com uma ou duas contracenas, dado que o encenador de Bruxelas exige mais umas espécies de reformas para que realmente não percamos os 1,5 mil milhões do PRR acordados outrora pelo "Pirata das Caraíbas para os lados de Sâo João das Pedreiras", por causa de uma linha de um comunicado da então Procurador-Geral da República, Lucília Gago, saltou em pleno alto-mar do NRP Álvares Cabral e nadou sem olhar para trás até à Costa para apanhar o primeiro avião rumo a Bruxelas.
Não percam as novas aventuras destas duas personagens no Parlamento em Setembro.
O que havia de nos calhar em sorte. Eu gosto dos marinheiros, mas a Marvel tem personagens que vinham mesmo a calhar para tirar do comando estes sequazes medíocres da nossa política e tirar Portugal da residência vitalícia que se tornou a cauda da Europa para nós portugueses.